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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Radiação eletromagnética e perigos à saúde
Saiba mais sobre a polêmica que envolve os telefones celulares e que agora tem novos estudos sobre sua influência nos seres humanos

Desde que a Dra. Wertemeir revelou em estudos na década de 70 que os campos das linhas de transmissão de energia estavam diretamente associados ao aumento do número de casos de leucemia, principalmente em crianças ou depois, quando surgiu a controvérsia da influência da radiação dos celulares na saúde, houveram diversos documentos de entidades internacionais que procuravam alertar para o perigo da situação.
O que temos agora é que estudos feitos principalmente com as radiações de altas freqüências dos celulares e outros dispositivos que as produzem, como fornos de microondas, tiveram uma abordagem inadequada. Eles sempre partiram da constatação de que as radiações produzem efeitos térmicos (aquecem os tecidos vivos) e este calor acaba causando danos. Desde muito tempo, porém alertamos que o problema vai além disso. Certos íons que fazem parte das substâncias vivas ressonam em freqüências muito próximas da freqüência da rede de energia (60 Hz e 50 Hz em alguns países), o que os torna especialmente sensíveis aos campos que atuam sobre o tecido vivo. Sob a influência desses campos, a vibração dos íons pode levar a alterações de natureza química nas células em que eles estão e com isso alterações fisiológicos.
Um estudo que alertou sobre esse fato até sugeriu que a freqüência da rede de energia fosse elevada para 100 ou 120 Hz no sentido de proteger mais os seres humanos. No entanto, por motivos técnicos, o assunto não foi levado adiante. Seria preciso alterar as características elétricas de todos os aparelhos que funcionam hoje na rede de energia, algo praticamente impossível.
Agora parece que o assunto está sendo finalmente abordado de uma forma mais ampla pela criação de um grupo de trabalho, denominado Bioiniative (http://www.bioiniative.org/) que lançou em seu site um documento, o Bioinitiative Report, onde essa organização aborda os estudos mais recentes sobre o assunto e, a partir deles, busca o estabelecimento de leis e padrões que protejam as pessoas contra a ação desses campos.
Nesse documento, bastante longo, que foi elaborado por especialistas de diversos países no mundo, revela-se que os níveis atuais de radiação máxima, tanto em campos de baixa como de alta freqüência estabelecidos por diversos padrões internacionais, são inadequados. E, mais ainda, mostra que níveis, mesmo que pequenos são causa de problemas que vão desde alterações genéticas e nas proteínas do organismo humano, até efeitos genotóxicos, no stress, alterações das funções imunológicas, tumores cerebrais e de mamas, efeitos neurológicos, efeitos relacionados com o mal de Alzheimer e evidentemente a leucemia.

Estamos preparando uma série de artigos para revista Saber Eletrônica em que pretendemos discutir o problema à luz dessa documentação, mostrando que o perigo existe e que estamos subestimando sua presença. Padrões mais rígidos para determinados equipamentos se fazem necessários e principalmente hoje, para evitar problemas futuros, cuidados no manuseio e uso de quaisquer equipamentos que produzam radiações de altas e baixas freqüências.
Esse fato nos leva de volta ao passado, quando Pierre Curie e Madame Curie descobriram a radiação atômica e, antes mesmo de estudá-la com cuidado, produtos apregoando suas “qualidades terapêuticas” apareceram no mercado. Naquele tempo era comum que “carroças” percorressem as vilas americanas vendendo “xarope de urânio” para curar qualquer coisa, de tosse e dor na coluna até unha encravada. Nenhuma estatística foi feita na época para se determinar o aumento dos causos de morte por leucemia e outras doenças ligadas à radiação na época, mas se isso tivesse sido feito, com certeza teriam resultados bastante altos.
Hoje ainda é preciso estar atento ao uso da tecnologia relacionado a “cura” não comprovada de certas doenças. Colchões e travesseiros com imãs, dispositivos de massagem e relaxamento que produzem campos magnéticos ou RF, garrafas com imãs para “dotar a água de propriedades terapêuticas”, são alguns exemplos, que podem trazer muitas surpresas desagradáveis.
Fonte: http://www.sabereletronica.com.br/online/index.asp?online=018_011

10 perguntas sobre a TV Digital

A TV digital chegará em dezembro a São Paulo sem um dos seus principais atrativos: a interatividade. Sem a definição dos padrões do middleware, sistema operacional da televisão digital, a tendência é que a indústria lance apenas um conversor simples até o fim do ano.
Mas muita gente que ainda não sabe o que é a TV Digital. Veja abaixo 10 coisas que você precisa saber sobre antes de aderir ao novo sistema.
1. Afinal, o que é TV digital?
A TV digital proporciona imagem com maior definição (a resolução média da TV analógica é de 480 linhas, enquanto na digital é de 1.080 linhas) e cores mais vivas, além de som mais rico (a transmissão suporta até seis canais de som - Dolby Digital -, enquanto a analógica suporta somente dois - mono e estéreo).
O formato da imagem no sistema digital é widescreen (16:9), como a tela de cinema, diferente do padrão analógico (4:3). Enquanto no sistema analógico a emissora pode enviar apenas um programa por vez, no digital é possível enviar até seis programas simultaneamente, permitindo variar a programação ou oferecer uma experiência mais rica, como assistir um jogo a partir de câmeras diferentes.
Além disso, é possível receber informações junto com a programação, como detalhes do que aconteceu no último capítulo da novela, dados estatísticos em um jogo de futebol ou a sinopse de um filme. Por fim, é possível interagir com a programação, votando no time mais cotado para ganhar uma partida pelo controle remoto, por exemplo.
2. Eu vou ter de trocar a minha TV por uma nova?
Não. Você poderá adquirir um adaptador, conhecido como set-top box, que permitirá que a TV que você tem em casa receba o sinal digital. Qualquer televisor será compatível com o aparelho, desde que tenha entrada para DVD ou aparelho de videocassete. Porém, se você quiser assistir à TV digital em alta definição, que exige mais linhas de resolução, terá que adquirir um novo aparelho compatível com HDTV (High Definition Television).
3. Minha antena de TV vai para o lixo?
Não, o sistema brasileiro foi desenvolvido de forma a aproveitar as antenas externas e internas para a recepção do sinal, tanto as que recebem sinal em UHF, quanto as parabólicas, que operam na banda C.
4. Quando vai custar o set-top box?
O preço do set-top box para o consumidor hoje, segundo estimativa do LSI (Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), seria de cerca de 500 reais, com recursos de interatividade, compatibilidade com alta definição e suporte ao forma MPEG-4. Já segundo dados do CPqD, o custo médio de um conversor no Brasil hoje seria de 400 a 800 reais – de acordo com os recursos disponíveis em cada modelo –, mas poderia chegar a uma faixa de 300 a 700 até a data de início do funcionamento da TV digital no País.
5. Quais as vantagens de ter uma TV ou um adaptador para TV digital?
Nenhuma, a qualidade de imagem é a mesma. A única diferença é que a TV digital traz o adaptador embutido.
6. Acabei de comprar um TV de plasma ou uma TV LCD? Elas estão prontas para a TV digital?
Não necessariamente. As TVs de LCD e plasma, em geral, possuem a definição mais adequada para a TV digital, o que significa que a imagem será melhor. Mas para receber o sinal digital será preciso adquirir o conversor ou set-top box. Além disso, para receber conteúdo em alta definição, o aparelho deve ser compatível com HDTV (High Definition Television), ou seja, trazer 1.080 linhas de resolução.
7. Vou poder assistir à TV digital no meu computador?
Sim, já está sendo desenvolvendo um chip que poderá ser acoplado ao desktop ou ao notebook para receber o sinal digital, com custo médio de 50 dólares (130 reais).
8. Vou poder assistir à TV digital no meu celular? Vai ser paga?
Tecnicamente sim e sem nenhum custo (pois a TV aberta é gratuita), mas o modelo de negócio ainda precisa ser definido e isso vai depender de decisões regulatórias do governo e do diálogo entre as indústrias de radiodifusão e telecomunicações.
9. Todos os canais disponíveis na TV aberta hoje vão estar disponíveis de imediato em sinal digital?
Não necessariamente. Para migrar para o sistema digital, as emissoras terão que investir na troca de equipamentos, portanto provavelmente as empresas com mais recursos migrarão primeiro.
10. Se eu não comprar o conversor, não vou mais poder assistir a TV aberta?
Você poderá assistir normalmente a programação aberta na sua TV atual, pois a previsão de tempo para migração do sistema analógico para o digital é de 10 anos. Até lá, as emissoras são obrigadas a manter a transmissão analógica